GOLD11: histórico, diversificação e proteção no ouro

Exposição ao ouro pela B3, acesso facilitado ao metal e o impacto da cotação e câmbio

INVESTIMENTO

Equipe Feed Financeiro

10/22/2025

O ETF GOLD11 é hoje a principal forma de investir em ouro pela B3. Criado em dezembro de 2020, o fundo foi desenvolvido pela XP Asset Management sob a marca Trend ETF e busca replicar o desempenho do índice LBMA Gold Price, referência global para o preço do ouro em dólares. Com taxa de administração de 0,30% ao ano e custódia na B3, o GOLD11 democratizou o acesso a um ativo antes restrito a investidores com capital elevado ou que compravam o metal físico. O ETF segue o modelo de fundos internacionais como o iShares Gold Trust (IAU), possibilitando exposição simples e transparente a um dos ativos mais tradicionais do mundo.

Riscos que o investidor precisa considerar

Mesmo sendo um ativo de proteção, o GOLD11 envolve riscos que não devem ser ignorados. O primeiro é o câmbio: como o ETF reflete o preço do ouro em dólares, variações da moeda americana influenciam diretamente o resultado em reais. Quando o real se valoriza, parte da rentabilidade do ouro tende a ser reduzida. Outro risco é a ausência de renda periódica, já que o ouro não paga dividendos nem juros. O investidor deve considerar também custos operacionais e eventuais desvios entre a cotação de mercado e o valor intrínseco do ativo. Por fim, períodos de juros altos ou forte valorização do dólar costumam diminuir o interesse global pela commodity, o que pode impactar o desempenho do ETF.

Oportunidades e expectativas para médio e longo prazo

O GOLD11 se destaca como um instrumento de diversificação e proteção em momentos de incerteza econômica. O ETF permite exposição ao ouro de forma simples, com compra e venda pelo home broker, sem necessidade de armazenamento físico. Em cenários de inflação alta, conflitos geopolíticos ou desvalorização cambial, o ouro tende a se valorizar e atuar como reserva de valor. Além disso, sua baixa correlação com ações e títulos públicos torna o ativo eficiente na redução da volatilidade de carteiras. A XP afirma que o GOLD11 é uma “porta de entrada” para o investidor que busca proteção de forma prática e regulada. Com a tendência de maior uso de ETFs no Brasil, a expectativa é que o GOLD11 consolide seu papel como instrumento de hedge nacional, ampliando o interesse de institucionais e investidores de varejo.

O papel do ativo no portfólio e o perfil do investidor

O GOLD11 atua como um ativo de equilíbrio dentro das carteiras. Para investidores conservadores e moderados, pode representar entre 5% e 10% do portfólio, oferecendo proteção contra inflação e instabilidade cambial. Já para perfis mais arrojados, o ETF serve como diversificação complementar, reduzindo o risco total da carteira sem abrir mão de liquidez. É importante lembrar que o ouro não substitui ativos de crescimento, mas funciona como contrapeso em momentos de volatilidade. A decisão de mantê-lo deve estar ligada a um planejamento consistente e não a movimentos emocionais de curto prazo. O investidor disciplinado reconhece que segurança e estabilidade também são formas de rentabilidade ao longo do tempo.

Imagem meramente ilustrativa

Principais informações:

  • ETF que replica o índice LBMA Gold Price.

  • Setor: commodities e metais preciosos.

  • Riscos: câmbio, juros altos, ausência de renda.

  • Oportunidades: proteção e diversificação de carteira.

  • Indicado para perfis moderados e conservadores.

Opinião Feed Financeiro

O GOLD11 reflete a busca por estabilidade em um mercado que valoriza resultados rápidos. Ele lembra que proteção também é estratégia — e não fuga. Manter uma pequena parcela do patrimônio em ouro pode reduzir perdas e trazer tranquilidade em cenários adversos. Esse ETF é mais do que uma posição defensiva: é um exercício de disciplina e visão de longo prazo. O investidor que entende o seu papel deixa de agir por medo e passa a agir com propósito, reconhecendo que proteger o que já foi conquistado também faz parte do crescimento financeiro.

Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento.

Fontes: ETFs Brasil, Bora Investir, Suno Investimentos, B3 Notícias