Resumo da semana: B3 avança e dólar recua com otimismo fiscal e estímulos globais

Indicadores refletem melhora do cenário doméstico e avanço dos mercados internacionais

MERCADO

Equipe Feed Financeiro

11/2/2025

O mercado financeiro brasileiro manteve um desempenho positivo, impulsionado por fatores internos e externos que reforçaram o apetite por risco. O Ibovespa superou a marca dos 149 mil pontos, consolidando uma sequência de altas que refletiu tanto o otimismo global quanto a percepção de estabilidade fiscal no país. Já o dólar comercial encerrou a semana em leve queda, acompanhando o fluxo de entrada de capitais estrangeiros e a perspectiva de manutenção da política monetária em um patamar estável.

O ambiente internacional contribuiu de forma significativa para o bom humor dos investidores. A sinalização de possíveis estímulos monetários em grandes economias, aliada à redução gradual da inflação global, sustentou o movimento de valorização nos principais mercados. No Brasil, o foco esteve voltado à condução da política fiscal e à estabilidade das contas públicas, elementos que têm sido decisivos para a confiança dos investidores e para o equilíbrio do câmbio.

Otimismo externo impulsiona a bolsa

A B3 registrou mais uma semana de ganhos, com o Ibovespa encerrando o pregão em aproximadamente 149.540 pontos, alta de 0,51% no dia e 2,30% na semana. Foi o quinto avanço consecutivo, resultado da recuperação das commodities no exterior e da melhora na percepção de risco global. O desempenho de empresas exportadoras, em especial do setor de mineração e petróleo, impulsionou o índice. No acumulado de outubro, o Ibovespa avançou 2,26%, confirmando a tendência positiva do mês.

Internamente, o movimento também refletiu expectativas de desaceleração da inflação e de manutenção dos juros em patamar atrativo para investimentos em renda variável. O ambiente fiscal menos tensionado e o controle da dívida pública contribuíram para o fortalecimento da confiança. O resultado é uma combinação de fatores que reforça o posicionamento do Brasil entre os destinos preferidos de capital estrangeiro em 2025.

Câmbio e estabilidade em foco

O dólar comercial encerrou cotado a R$ 5,38, com queda semanal de 0,23%. A moeda americana apresentou volatilidade ao longo dos dias, mas terminou o período pressionada pela entrada de fluxo cambial e pela redução dos rendimentos dos títulos norte-americanos, que diminuiu o prêmio de risco para o investidor global. O real foi uma das moedas emergentes com melhor desempenho no mês, sustentado pelo saldo positivo na balança comercial e pelo ambiente de juros reais elevados.

Essa estabilidade cambial reforça a percepção de que a economia brasileira atravessa um momento de maior previsibilidade. A combinação de disciplina fiscal, política monetária firme e confiança externa reduz a pressão sobre o câmbio e cria espaço para movimentos mais controlados no mercado. Ainda assim, analistas destacam que o cenário global segue incerto, com possíveis revisões de expectativas dependendo da trajetória da economia norte-americana e da China.

Imagem meramente ilustrativa

Principais informações

  • Ibovespa: 149.540 pontos (+2,30% na semana)

  • Dólar comercial: R$ 5,38 (–0,23% na semana)

  • Alta mensal: +2,26%

  • Commodities e exportadoras em destaque

  • Entrada de capital estrangeiro na B3

  • Juros estáveis mantêm apetite por risco

  • Real entre as moedas mais fortes do mês

Opinião Feed Financeiro

O período analisado trouxe sinais de equilíbrio ao mercado brasileiro. A valorização da bolsa e a estabilidade do câmbio mostram que o país atravessa um momento de maior confiança, sustentado por fundamentos econômicos sólidos e pela busca global por ativos de risco. A percepção de que o Brasil pode manter estabilidade fiscal e controlar a inflação alimenta a entrada de capital estrangeiro e sustenta o bom desempenho dos ativos locais.

Contudo, o investidor deve manter uma leitura cautelosa. A continuidade dessa trajetória positiva dependerá da coerência das políticas internas e do comportamento das economias globais. O excesso de otimismo pode gerar correções, especialmente se houver frustração com dados de crescimento ou desequilíbrios fiscais. Em um cenário ainda volátil, equilíbrio e disciplina continuam sendo as virtudes mais valiosas. Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento.

Fontes: MoneyTimes, Exame, Investidor10