Resumo da semana: B3 encerra o ano em alta e dólar mantém valorização com baixa liquidez
Indicadores refletem ajustes internos de final de ano e influência externa de fluxo global
MERCADO


A última semana de negociações de 2025 foi marcada por menor volume financeiro e movimentos mais contidos na B3, típicos do período entre o Natal e o Ano-Novo. Mesmo com a liquidez reduzida, o mercado brasileiro conseguiu encerrar a semana com o Ibovespa em alta no pregão de sexta-feira, enquanto o dólar comercial manteve trajetória de valorização frente ao real. O cenário refletiu uma combinação de ajustes de carteira, influência do noticiário político e cautela diante das condições externas.
Ao longo da semana, investidores atuaram de forma seletiva, priorizando papéis de maior liquidez e reduzindo exposição em ativos mais sensíveis à volatilidade. A ausência de grandes catalisadores econômicos fez com que fatores técnicos e sazonais ganhassem peso, especialmente em um ambiente onde poucos participantes institucionais seguem plenamente ativos. No câmbio, a menor oferta de dólares e a busca por proteção sustentaram a moeda americana em patamar elevado.
Ibovespa sustenta ganhos em semana de ajustes técnicos
O Ibovespa encerrou o pregão de sexta-feira aos 160.896 pontos, com avanço de 0,27% no dia, recuperando parte das oscilações observadas no início da sessão. O desempenho positivo foi impulsionado principalmente por ações de grande peso no índice, em um movimento de ajuste técnico comum no fechamento de ano. Apesar da alta diária, o índice apresentou variação semanal moderada, refletindo a cautela dos investidores diante do baixo volume negociado.
A semana foi caracterizada por sessões mais curtas e menor participação estrangeira, o que tende a amplificar movimentos pontuais de compra e venda. Ainda assim, o fato de o índice conseguir sustentar níveis próximos aos 161 mil pontos indica resiliência da bolsa brasileira, mesmo em um ambiente de menor liquidez e ausência de novidades macroeconômicas relevantes.
Dólar segue valorizado com menor oferta e cautela do mercado
O dólar comercial fechou a sexta-feira cotado a R$ 5,54, com alta de 0,25% no dia e avanço no acumulado da semana. A valorização ocorreu em meio à redução da oferta de moeda no mercado doméstico e à postura defensiva dos investidores, que buscaram proteção cambial em um período tradicionalmente mais sensível a ruídos e ajustes de curto prazo.
A manutenção do dólar em patamar elevado reforça a percepção de que o mercado segue atento ao cenário fiscal e político, mesmo em semanas de menor atividade. Além disso, fatores externos, como a condução da política monetária nas principais economias e o fluxo global de capitais, continuam exercendo influência sobre o câmbio brasileiro, especialmente em momentos de liquidez reduzida.
Imagem meramente ilustrativa
Principais informações
Ibovespa: 160.896 pontos (+0,27% dia / +0,45% semana)
Dólar comercial: R$ 5,54 (+0,25% dia / +0,80% semana)
Semana marcada por liquidez reduzida
Ajustes técnicos de fim de ano
Cautela do investidor permanece
Câmbio reflete busca por proteção
Opinião Feed Financeiro
O comportamento do mercado na última semana de 2025 evidencia como fatores sazonais podem assumir protagonismo na formação de preços. Com menor liquidez e ausência de grandes eventos econômicos, movimentos técnicos e ajustes de carteira passam a ter impacto mais visível, tanto na bolsa quanto no câmbio. A leve alta do Ibovespa, mesmo em um ambiente contido, sugere que o mercado encerra o ano com certo equilíbrio entre otimismo moderado e prudência.
Ao mesmo tempo, a valorização do dólar sinaliza que a cautela segue presente. Em períodos de transição, como o fechamento de um ano e a preparação para outro, investidores tendem a proteger posições e reduzir riscos, o que se reflete diretamente no câmbio. Para quem acompanha o mercado, compreender essa dinâmica sazonal é essencial para evitar interpretações precipitadas de movimentos de curto prazo e manter decisões alinhadas a objetivos de médio e longo prazo, especialmente em economias sujeitas a ciclos de volatilidade como a brasileira.
Fontes: InfoMoney, CNN Brasil
