Resumo da semana: B3 fecha janeiro em alta e dólar recua com fluxo estrangeiro

Indicadores refletem apetite ao risco, entrada de capital externo e cenário internacional mais estável

MERCADO

Equipe Feed Financeiro

1/31/2026

O mercado financeiro brasileiro encerrou a última semana de janeiro com um balanço amplamente positivo para a renda variável e comportamento mais controlado no câmbio. A B3 manteve um ritmo consistente de negociações, sustentada pela entrada de capital estrangeiro e pela percepção de que ativos brasileiros seguem atrativos em um ambiente global de menor aversão ao risco. Ao mesmo tempo, o dólar comercial apresentou recuo no acumulado da semana, refletindo a combinação entre fluxo externo favorável e menor pressão defensiva sobre a moeda americana.

No fechamento da sexta-feira, o Ibovespa encerrou aos 181.364 pontos, mantendo-se próximo das máximas históricas registradas ao longo do mês. Apesar de oscilações pontuais nos últimos pregões, o índice consolidou uma trajetória de valorização expressiva em janeiro, sinalizando confiança do investidor no mercado acionário local. Já o dólar comercial fechou cotado em torno de R$ 5,248, confirmando uma semana de desempenho mais fraco frente ao real, em linha com o movimento observado em outros mercados emergentes.

Ibovespa sustenta ganhos com apoio do fluxo externo

O desempenho do Ibovespa ao longo da semana foi fortemente influenciado pela continuidade do fluxo estrangeiro para a bolsa brasileira. Investidores internacionais ampliaram exposição a ações de empresas de grande capitalização, especialmente dos setores financeiro e de commodities, que concentram elevada liquidez e participação relevante no índice. Esse movimento reforçou a sustentação dos preços, mesmo em sessões marcadas por realização parcial de lucros.

Além do fluxo externo, a leitura de um cenário macroeconômico relativamente estável contribuiu para a manutenção do apetite ao risco. A percepção de que o Brasil segue oferecendo diferencial atrativo frente a outras economias emergentes ajudou a consolidar o desempenho positivo do índice, mesmo diante de incertezas externas pontuais. O resultado foi uma semana de acomodação em patamares elevados, sem sinais claros de reversão de tendência no curto prazo.

Dólar recua com menor aversão ao risco global

No mercado de câmbio, o dólar comercial apresentou movimento de queda ao longo da semana, refletindo a redução da demanda por proteção e a entrada de recursos direcionados ao mercado acionário. A moeda americana oscilou dentro de uma faixa mais estreita, indicando um ambiente de maior equilíbrio entre oferta e demanda. Esse comportamento esteve alinhado ao cenário internacional, marcado por menor volatilidade e expectativas mais previsíveis em relação à política monetária das principais economias.

Ainda que o recuo semanal do dólar indique um momento mais favorável para o real, o mercado segue atento a possíveis mudanças no cenário externo. Decisões de bancos centrais, divulgação de indicadores econômicos relevantes e eventos geopolíticos continuam no radar dos investidores e podem influenciar a dinâmica do câmbio nas próximas semanas. A leitura atual, porém, aponta para um período de maior estabilidade no curto prazo.

Imagem meramente ilustrativa

Principais informações

  • Ibovespa: 181.364 pontos, +1,40% na semana

  • Dólar comercial: R$ 5,248, -0,73% na semana

  • Fluxo estrangeiro sustentou a bolsa

  • Índice manteve-se próximo das máximas

  • Dólar pressionado por menor aversão ao risco

  • Janeiro encerrou com viés positivo para ações

Opinião Feed Financeiro

O fechamento da semana de 30/01/26 reforça a leitura de que o mercado brasileiro iniciou 2026 em um ritmo mais construtivo, especialmente para a renda variável. A valorização acumulada do Ibovespa ao longo de janeiro não parece ser fruto apenas de euforia pontual, mas sim de um conjunto de fatores que envolvem fluxo de capital, percepção relativa de valor e ambiente externo mais previsível. Ao mesmo tempo, o recuo do dólar comercial sinaliza que o investidor internacional voltou a olhar para o Brasil com maior disposição ao risco.

Ainda assim, o cenário exige cautela. Movimentos de alta prolongados tendem a elevar o nível de sensibilidade do mercado a notícias e dados econômicos, tornando ajustes mais frequentes. Para o investidor, a principal lição deste início de ano está na importância de interpretar o contexto com equilíbrio, reconhecendo tanto as oportunidades criadas por um ambiente favorável quanto os riscos inerentes a mudanças rápidas no cenário global.

Fontes: CNN Brasil, InfoMoney, Agência Brasil