Resumo da semana: B3 renova recorde e dólar recua com alívio externo e fluxo mais favorável

Indicadores refletem melhora no sentimento global e avanço de setores domésticos no cenário econômico

MERCADO

Equipe Feed Financeiro

11/30/2025

A semana no mercado financeiro brasileiro terminou com sinais positivos tanto para a bolsa quanto para o câmbio, em um ambiente marcado por maior apetite global por risco e redução das pressões externas. O Ibovespa encerrou a sexta-feira aos 159.072,13 pontos, renovando o recorde histórico de fechamento, enquanto o dólar comercial recuou para aproximadamente R$ 5,33, com leves oscilações ao longo dos pregões. O comportamento dos principais indicadores da semana reflete uma melhora gradual no humor dos investidores, influenciada pela percepção de que os riscos globais perderam intensidade e de que os fundamentos internos seguem relativamente estáveis.

Ao longo dos últimos dias, o mercado incorporou sinais de desaceleração mais suave na economia global e perspectivas de maior previsibilidade na condução da política monetária dos Estados Unidos. No plano doméstico, fatores como a resistência dos setores ligados à demanda interna e o fluxo estrangeiro mais equilibrado contribuíram para sustentar o otimismo.

Ibovespa renova máximas e consolida trajetória de alta

Ao atingir 159.072,13 pontos, o Ibovespa reforçou a tendência de valorização observada ao longo de novembro. O índice foi impulsionado por desempenhos robustos em setores como financeiro, energia e varejo, que reagiram positivamente à melhora do cenário global e à continuidade da entrada de capital estrangeiro. A expectativa de estabilidade fiscal, combinada com uma agenda de resultados corporativos consistentes, sustentou o avanço das principais ações da carteira teórica.

O movimento também foi influenciado pela recuperação de commodities, especialmente o petróleo e o minério de ferro, que tiveram semana positiva em meio à percepção de que a demanda internacional poderá se estabilizar no curto prazo. Esse cenário deu suporte a empresas de grande peso no índice, criando um ambiente favorável para a renovação do recorde histórico.

Dólar recua e encerra a semana próximo de R$ 5,33

O dólar comercial encerrou a sexta-feira próximo de R$ 5,33, com variação moderada ao longo da semana. A moeda americana apresentou leve queda, influenciada pelo ambiente externo mais favorável e pela melhora no fluxo para mercados emergentes. Os dados publicados ao longo dos últimos dias indicam que moedas emergentes foram beneficiadas por uma percepção de menor risco e pela expectativa de que a política monetária internacional possa tornar-se mais previsível no início do próximo ano.

Internamente, a estabilidade dos indicadores fiscais e o desempenho consistente de setores estratégicos ajudaram a sustentar o real em uma faixa de menor volatilidade. Embora ainda sensível ao comportamento do cenário global, o câmbio teve uma semana de alívio, com valorização acumulada e menor pressão de curto prazo.

Imagem meramente ilustrativa

Principais informações

  • Ibovespa: 159.072,13 pontos (+0,46% dia / +2,79% semana)

  • Dólar comercial: R$ 5,33 (–0,28% dia / –0,74% semana)

  • Bolsa renovou recorde histórico de fechamento

  • Fluxo estrangeiro permaneceu positivo

  • Commodities subiram ao longo da semana

  • Avanço de setores sensíveis ao ciclo econômico interno

  • Menor volatilidade externa favoreceu emergentes

Opinião Feed Financeiro

O desempenho consistente da B3 e a leve valorização do real nesta semana mostram um mercado mais otimista, mas também mais atento ao equilíbrio entre fatores internos e externos. A renovação do recorde do Ibovespa indica confiança nos fundamentos domésticos e na resiliência das empresas brasileiras, enquanto o comportamento do câmbio sugere que o investidor global tem retomado interesse por mercados emergentes.

No plano comportamental, semanas como esta reforçam a importância de uma visão estruturada e disciplinada. Em momentos de alta, a tentação de assumir riscos maiores costuma aumentar, mas é justamente nessa fase que a prudência deve prevalecer. O investidor consciente entende que ciclos positivos são oportunidades para fortalecer estratégias — e não para agir por impulso. O ambiente atual é favorável, mas permanece sensível a mudanças rápidas, o que exige atenção redobrada e foco em fundamentos de longo prazo.

Fontes: B3, CNN Brasil, Exame